Transporte de cargas fracionadas retoma nível pré-pandemia

Fonte: Diário do Comércio



A retomada das atividades econômicas – que foram paralisadas ou reduzidas em função da pandemia do Covid-19 – está contribuindo para a recuperação gradual da demanda do setor de transporte de cargas em Minas Gerais.


Após enfrentar um recuo próximo a 40% em maio, alguns segmentos, como o de cargas fracionadas, já conseguiram voltar a operar próximo ao mesmo nível que o registrado antes da pandemia. Porém, outros segmentos, como o voltado para o setor automotivo e siderúrgico, por exemplo, ainda enfrentam queda. Na média estadual, a redução está em torno de 30% na demanda pelos serviços.


De acordo com o diretor da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Luiz Carlos Rodrigues da Silva, em relação ao transporte de cargas fracionadas, a demanda voltou praticamente ao que era antes da pandemia. Dentre os setores atendidos estão os de medicamentos, alimentação, hospitalar, higiene, autopeças e de vendas virtuais.


“O segmento de carga fracionada não caiu expressivamente como outros setores e, por isso, está com uma recuperação mais rápida que os demais. Na minha empresa, PG Transportes, por exemplo, no início da pandemia e diante das incertezas, demitimos cerca de 10% dos funcionários. Mas, agora, com a recuperação estamos contratando”, explicou.


Porém, outros segmentos do transporte de cargas ainda enfrentam uma baixa demanda. A retração média é de 30% no Estado. Dentre os setores atendidos e que foram mais afetados estão o automobilístico, setor industrial geral, comércio lojista e de rua.


“A reabertura do comércio é importante, mas ainda não deu para sentir um impacto significativo na demanda por transporte, porque aconteceu em um curto espaço de tempo. O setor automobilístico, apesar de já ter retomado parte das atividades, ainda trabalha com capacidade reduzida. Melhorou a demanda, mas ainda está menor”, ponderou.


Medicamentos – Segundo Rodrigues, as empresas que transportam medicamentos não foram muito afetadas pela crise, porém, houve queda significativa no transporte de matéria-prima para a indústria farmacêutica. Como grande parte dos produtos é importada, principalmente da China e da Índia, com a pandemia, a chegada dos produtos no Brasil foi comprometida e refletiu na demanda pelo transporte.


Outro desafio enfrentado pelo setor é o aumento dos preços dos combustíveis. De acordo com Rodrigues, nos últimos 60 dias foram verificadas várias altas no valor do diesel, que acumula elevação média acima de 10%. O setor está receoso em relação à manutenção do movimento de alta, o que pode elevar os custos e prejudicar ainda mais.


“Nós estamos sentindo esse aumento e, realmente, se os preços continuarem a serem reajustados do jeito que está ocorrendo será muito prejudicial para a cadeia rodoviária. Por outro lado, é importante lembrar que os preços caíram no início de pandemia e, agora, com a retomada de várias atividades e da demanda, estão voltando ao que era em março. Este custo já estava previsto para o ano”, ressaltou.


Para os próximos meses, em função das incertezas, as estimativas são cautelosas. Mas existe a esperança de uma recuperação da demanda pelo transporte de cargas, o que será favorecido caso, realmente, seja encontrada uma vacina eficaz contra o Covid-19.


“Eu acredito que se realmente chegar a uma vacina, a situação vai melhorar. Acho que o pior já passou, tudo tem indicado que pico da pandemia já está passando e espero que as coisas sigam melhorando”, disse Rodrigues.

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